O ódio, a inveja e o desejo
de vingança ligam muitas vezes mais dois indivíduos um ao outro do que o
podem fazer o amor e a amizade. Pois está em causa a comunidade de
interesses interiores ou exteriores e a alegria que se sente nessa
comunidade - onde é muitas vezes determinada a essência das relações
positivas entre os indivíduos: o amor e a amizade - é sempre relativa e
não é em nenhum caso um estado de alma permanente; mas as relações
negativas, essas são, a maior parte das vezes, absolutas e constantes. O
ódio, a inveja e o desejo de vingança têm, poder-se-ia dizer, o sono
mais ligeiro do que o amor. O menor sopro os desperta, enquanto que o
amor e a amizade continuam tranquilamente a dormir, mesmo sob o trovão e
os relâmpagos.
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